segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Em memória ao meu avô "Dos Santos"


EM MEMÓRIA AO MEU AVÔ: "DOS SANTOS" 

Quando guri, minha mãe me ensinou a orar. Minha mãe é rezadeira. A mãe dela era benzedeira.  Minha bisavó trabalhou as religiões. 

No canto esquerdo desta foto há uma gruta com a imagem do Menino Jesus de Praga. Santo Protetor que protege a família há varias gerações. Nesta gruta minhas avós acendiam velas; O padre da igreja; As freiras; Minhas tias; E até vizinhos. 

Ouvi muita oração. Principalmente dos sete aos doze anos. Também fiz bastante orações desde guri.

Embora hoje, no apartamento em que resido, a única imagem de santo que guardo é a do Sagrado Coração de Jesus. Guardo na vivência o legado dos meus ancestrais. 

Minha mãe continua orando desde guria. Como minha avó. E a mãe de minha avó. Meus sobrinhos, irmãos e filho, são testemunhas. Alguns deles também são devotos do Menino Jesus de Praga e até mesmo do Sagrado Coração de Jesus.

Hoje que sou homem. Gosto das coisas de homem. Falo como homem. Penso como homem. Vi os oito netos de minha mãe crescer. 

A diferença é que hoje creio apenas no Mestre. Cuja a história singular está na Biblia. 

Minha mãe continua orando. Acredite, Deus quer. Nas orações dela, eu existo.

Nas minhas, eu sou o pecador.

Meu pai era devoto de Jorge. A mãe dele também. E os irmãos, meus tios. Sendo que um deles, nascido no dia do santo, foi batizado Jorge. 

Mas esta é outra história.

O que venho dizer é que a gente cresce. Guarda no peito, e na memória, o legado ancestral.

Escrevi este texto porque sonhei com os meus tios, já desencarnados. No sonho, os três irmãos de minha mãe eram meninos, antes mesmo de eu nascer. Junto a nós, o Nosso Senhor do Bom Fim. 

Que a paz esteja convosco.


 

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